Medicina Veterinária

Dicas para viajar com seu pet

Final de ano é sempre sinônimo de alegria, férias e viagens. Eu AMO viajar e tenho o costume de levar minha cachorrinha comigo, principalmente quando vou de carro. Se for de avião acabo optando por deixá-la em um hotelzinho de confiança.

Mas viajar com seu animal requer alguns cuidados para que a viagem seja divertida para todo mundo! Pensando nisso, aqui vão algumas dicas para que você possa levar seu pet como companheiro!

Antes de viajar faça uma visita ao seu médico veterinário para verificar a saúde de seu animal, principalmente se ele for idoso ou se já tiver algum probleminha de saúde, assim ele poderá te indicar cuidados específicos com o seu amigo. O veterinário também poderá emitir um atestado dizendo que seu animalzinho está apto a viajar, o GTA, Guia de Trânsito Animal.

Verifique a carteirinha de vacinação para ver se está em dia, caso não esteja, atualize antes de viajar. Animais com menos de 4 meses que ainda não tem o esquema completo de vacinação só devem viajar em caso de extrema necessidade. Lembre também do vermífugo e do anti-pulgas e carrapatos.

Cheque previamente com o seu hotel se eles aceitam animais de estimação, viagens com pets sempre precisam ser planejadas para evitar de na última hora não encontrar um local que aceite seu amiguinho.

Se for ficar em uma casa, se informe sobre a área externa, se é fechada, se tem muros ou portões, se tem grama e espaço. Tenha certeza de que o ambiente é seguro para ele ficar. Procure saber também onde fica a clínica veterinária mais próxima para o caso de uma emergência.

Leve coisas que façam com que ele se sinta o mais em casa possível e não estranhe o novo ambiente, ele vai se sentir mais seguro com o que já está acostumado. Então deve fazer parte da malinha do pet sua guia de passeio, brinquedos, potes para comida e água, ração, caminha, cobertas e roupinhas. Não se esqueça de levar a carteirinha atualizada de vacinação e o GTA emitido pelo veterinário.

Se vocês forem de ônibus ou avião, contacte a companhia antes de comprar as passagens para saber detalhes sobre o transporte. Como é feito, quais os documentos exigidos, como o animal será embarcado e taxas.

Evite horários mais quentes ou com muito trânsito. Se está de carro, faça paradas a cada 2-3 horas para que seu animal possa fazer suas necessidades e caminhar um pouco. Ofereça água a cada hora em pequena quantidade para evitar enjôos. Aliás, peça ao veterinário um remédio para ajudar a controlar enjôos se seu animal costuma passa mal.

Não deixe seu bichinho solto no carro, isso pode causar acidentes. Existem opções de caixas de transporte confortáveis e cintos de segurança para pets, veja qual ele se adapta melhor.

Parece muita coisa, mas depois que você se acostuma é muito fácil. A companhia do seu melhor amigo na viagem é uma delícia! Aproveitem e boa viagem!

 

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Dezembro VERDE: NÃO ao abandono de animais

Antes de ler, clique aqui e assine a petição contra quem matou o cãozinho do Carrefour de Osasco.

Abandonar animais além de cruel é CRIME.

DENUNCIE

Espaço reservado para texto

Você abandonaria seu melhor amigo? NÃO

Deixaria um familiar passar fome, sede, frio, ao relento e sem amparo? Provavelmente, NÃO.

Um animal acostumado a viver dentro de casa e receber cuidados não tem as habilidade necessárias para se virar por conta própria. Arrumar alimento, se abrigar do frio/chuva e dos perigos da rua, como carros e maus-tratos, será uma tarefa difícil para ele se não impossível. A chance dele não se adaptar e acabar morrendo é imensa.

Além do sofrimento que o próprio animal abandonado passa, ele se torna um  problema para a saúde pública. Esses animais muitas vezes não são vacinados nem castrados. Abandonados e sem cuidados, eles ficam expostos a doenças, como leptospirose, sarna entre outras, que podem ser transmitidas para humanos ou para outros animais. Outro problema é a reprodução desenfreada gerando mais animais de rua.

A Organização Mundial da Saúde estima que só no Brasil existam mais de 30 milhões de animais abandonados. No período de férias ocorre um pico no abandono de animais, tutores que deixam seus cães em veterinários, hotéis e pet shops e não retornam para buscá-los são, infelizmente, acontecimentos relativamente comuns nesse período.

De acordo com estudo realizado em 2010, os principais motivos de abandono incluem ninhadas inesperadas, mudança de endereço, fatores econômicos, perda de interesse pelo animal e comportamento problemático do pet. E dentre os motivos menos frequentes estão alergias, nascimento de um bebê e internamento ou morte do tutor.

Muitos casos poderiam ser evitados tomando-se alguns cuidados na hora de adotar um animal. É importante que a decisão seja tomada em conjunto por toda a família e que vocês façam uma pesquisa sobre a espécie e raça que mais se adequa ao estilo de vida que levam. Considere ir a uma clínica e conversar com o veterinário para que ele te oriente sobre o tempo médio de vida, o tamanho do animal, os seus costumes e personalidade. Lembre que no caso dos cães existe a necessidade de levá-los passear para gastar a energia e evitar que ela seja gasta nos seus móveis. Eduque seu animal, é como uma criança, precisa aprender o que pode e não pode fazer. Cuidados com saúde, evolvendo consultas veterinárias e vacinas são necessários! Castre para evitar crias indesejadas. Coloque na conta também a alimentação e o hotelzinho que ele ficará enquanto você viaja nas férias. Animais precisam de carinho e atenção, se você não está disposto a isso, não adote.

 

Abandono e maus-tratos a animais é crime: Fique por dentro da Lei

 

A denúncia de maus-tratos é legitimada pelo Art. 32, da Lei Federal nº. 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais) e pela Constituição Federal Brasileira e o Art. 164 do Código Penal do Decreto de Lei 2848/40, prevê o crime de abandono de animais, DENUNCIE.

Caso você presencie maus-tratos a animais de quaisquer espécies, sejam domésticos, silvestres ou exóticos (animais silvestres possuem também Leis e Portarias próprias criadas pelo IBAMA), como abandono, animais que vivem presos em correntes muito curtas, falta de higiene, rinhas, entre outros, não pense duas vezes, denuncie. Vá à delegacia de polícia mais próxima para registro de Boletim de Ocorrência (BO), ou compareça à Promotoria de Justiça do Meio Ambiente, abandono e maus tratos a animais é CRIME.

É importante levar com você uma cópia do número da Lei 9.605/98 e do Art. 32 (veja no fim do post) porque pode acontecer das autoridades policiais não terem conhecimento dessa lei. Caso autoridade se recuse a abrir o Boletim de Ocorrência por qualquer motivo, lembre-o que ele pode ser responsabilizado por crime de prevaricação e negligência, previsto no Art. 319 do Código Penal que diz: “É crime retardar ou deixar de praticar indevidamente ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa da lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal.”. Faça valer seus direitos e o direito daqueles que não podem falar por si e sofrem em silêncio!

Não tenha medo de denunciar, seu nome não constará como autor do processo judicial que pode vir a ser aberto a pedido do delegado. De acordo com o Decreto 24.645/34 em seu artigo 1° e 2º (parágrafo 3°) os “animais existente no país são tutelados pelo Estado” e “serão assistidos em juízo pelos representantes do Ministério Público, seus substitutos legais e pelos membros das Sociedades Protetoras dos Animais”. Ou seja, quem abre o processo judicial não é você e sim o Estado.

Delegacia Especializada na Investigação de Crimes Contra Animais – São Paulo

Criada em 2013, a Divisão de Investigação sobre Infrações de Maus-Tratos a Animais funciona todos os dias e fica localizada na Avenida São João, 1.247 – 7° andar – Centro, São Paulo.

Telefones: 181 ou (11) 3338-0155 /1380.

Denúncia online pela Delegacia Eletrônica de Proteção Animal (DEPA)

A denúncia também pode ser feita online registrando um Boletim de Ocorrência na Delegacia Eletrônica de Proteção Animal (DEPA). Após o registro inicial, o denunciante deverá prestar informações complementares e, em seguida, o caso é encaminhado à Delegacia mais próxima para tomar as medidas necessárias.

Tem uma denúncia? Clique aqui e denuncie!

A Lei:

“Artigo 32 da Lei Federal nº. 9.605/98

È considerado crime praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, doméstico ou domesticados, nativos ou exóticos.

Pena – Detenção de 3 (três) meses a 1 (um) ano e multa.

§ 1°. – Incorre nas mesmas Penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animais vivos, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos.

§ 2°. – A Pena é aumentada de 1 (um) terço a 1(um) sexto, se ocorrer a morte do(s) animal(s).”

 

 

*Consultas em São José dos Campos/SP e São Paulo capital

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Medicina Veterinária

Fofinhos ou gordos?! A obesidade em animais

A obesidade é a doença nutricional mais frequente em cães, mas muitas vezes não é diagnosticada como tal. Cães com peso 15% acima do ideal por acúmulo de gordura corporal são considerados animais com sobrepeso o que leva a uma série de alterações nas funções corporais e diminui não só a qualidade, mas também o tempo de vida dos pets.

A obesidade é multifatorial, ou seja, vários fatores contribuem para o seu desenvolvimento como genética, raça (labrador, golden retriever, collie, cocker spaniel, beagle e outras), idade, falta de atividade física, quantidade calórica dos alimentos, tipo e a forma de alimentação, distúrbios hormonais, medicamentos e fatores relacionados aos tutores. Sim, você pode ter relação com o sobrepeso do seu animalzinho! O estreitamento dos laços afetivos e a humanização fez com que os hábitos alimentares dos animais sofressem influência dos nossos próprios hábitos, muitas vezes errados, tornando comum a alimentação com petiscos e guloseimas.

Sem dúvida, a principal causa de obesidade nos animais é a superalimentação, assim como nós, os animais obesos comem mais do que gastam. A relação entre o que se come e a energia gasta deve ser zero, ou seja, o valor calórico ingerido deve ser o mesmo do gasto. Um animal sedentário deve receber menos comida do que um animal ativo e brincalhão, pois o que é consumido e não gasto será armazenado em forma de gordura.

Mas como comentado anteriormente, a obesidade é multifatorial, a ingestão alimentar pode estar correta e ainda assim o pet estar obeso. Alguns animais apresentam aumento do ganho de peso por causas hormonais ou por ansiedade/estresse gerado por carência, solidão, tédio ou falta de estímulo para atividade física. Dessa forma o animal aumenta o consumo de alimentos como um escape, uma forma de aliviar a tensão. Existem ainda outros fatores que devem ser sempre pesquisados por um médico veterinário para que seja diagnosticado o que causou a obesidade e o melhor protocolo de controle de peso para o seu animal seja estabelecido.

>> Bons hábitos alimentares e exercícios físicos são as formas mais eficazes de combate a obesidade <<

A alimentação pode ser feita com ração sempre seguindo o rótulo do fabricante. Divida a quantidade diária recomendada em porções ao longo dia, ou seja, se seu animal precisa de 300g de ração, forneça em 3 porções de 100g cada. Outra opção é seguir uma alimentação natural (caseira) que deve ser calculada por um médico veterinário para que seja equilibrada e saudável para o seu animal especificamente, atendendo as necessidades dele.

Se você tem um cãozinho deve levá-lo para caminhar diariamente, se seu peludo é um gatinho você precisa brincar com ele. Gatinhos são muito dorminhocos e podem passar até 16 horas dormindo, estimule-o a correr, use uma caneta laser ou jogue bolinhas para que ele busque, seja criativo!

A obesidade gera complicações como aumento da predisposição ao diabetes, problemas cardíacos e respiratórios, problemas de pele, problemas articulares, diminuição da imunidade, aumento de risco cirúrgico/anestésico entre outros.

Acupuntura X Obesidade

A acupuntura é uma das medicinas complementares mais populares atualmente. Consiste na inserção de agulhas bem finas e pontos específicos do corpo com propósito terapêutico. A técnica busca reestabelecer o equilíbrio do organismo e com isso alcançar uma harmonia entre energia e matéria (mais informações clique aqui).

No caso da obesidade, a acupuntura age de forma multifatorial:

Regula o sistema nervoso autônomo e somático modificando  funções metabólicas e endócrinas.

• Aumenta os níveis de serotonina, responsável pela sensação de bem estar e felicidade, o que diminui o estresse/ansiedade e consequentemente o apetite gerado por esses fatores.

• Aumenta os níveis de dopamina, encefalina, endomorfina e beta-endorfina, tendo efeito imunomodulador sobre o sistema imunológico e lipolíticos (quebra de gordura) sobre o metabolismo.

Como visto, a acupuntura atua não só no corpo fisico, mas também no mental, procurando equilibrar o físico e o emocional do paciente. Dessa forma, aumenta a taxa de sucesso no processo de emagrecimento.


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**Literatura utilizada:

APTEKMANN, Karina Preising et al . Aspectos nutricionais e ambientais da obesidade canina. Cienc. Rural,  Santa Maria ,  v. 44, n. 11, p. 2039-2044,  nov.  2014 .   Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-84782014001102039&lng=pt&nrm=iso&gt;. acessos em  29  nov.  2018.  http://dx.doi.org/10.1590/0103-8478cr20130524.

OLIVEIRA, Júlia de Cássia; FARIA, Fabrício Borges de. Medicina tradicional chinesa para tratamento de obesidade. Cadernos de Naturologia e Terapias Complementares, [s.l.], v. 4, n. 7, p.29-36, 19 out. 2017. Universidade do Sul de Santa Catarina – UNISUL. http://dx.doi.org/10.19177/cntc.v4e7201529-36.

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Medicina Veterinária

Anestesiologia Veterinária (Parte II): Como é o processo?

Hoje vamos falar sobre o passo a passo da anestesia. Já falamos sobre a importância da avaliação do seu animal pelo médico veterinário anestesista e  da necessidade de exames, se ainda não viu corre lá e depois continua sua leitura aqui.

Em vários casos, a anestesia começa com a administração de um sedativo ou tranquilizante antes do agente anestésico ser aplicado, chamamos de medicação pré-anestésica (MPA). Eu particularmente gosto muito de aplicar MPA, pois diminui o nível de ansiedade do animal que está num ambiente diferente e auxilia no controle da dor durante o procedimento cirúrgico. A administração da MPA também promove uma indução (quando o animalzinho dorme) mais tranquila, com menor volume de anestésico e torna a recuperação da anestesia mais tranquila.

A dose e a medicação a ser aplicada variam de acordo com grau de ansiedade, idade, peso, procedimento, entre outro fatores. Isso será avaliado e decidido pelo anestesista com base nos dados do animal, dados fornecidos pelo tutor e exames, pensando no protocolo mais seguro e adequado para o pet.

Após cerca de 15-20 minutos da aplicação da medicação pré-anestésica, o anestesista irá colocar um acesso intravenoso no animal, é necessário raspar o pelo da área para que possa ser feita a limpeza adequada e nenhuma bactéria seja carregada para dentro da corrente sanguínea gerando infecções. O acesso possibilita a administração do soro, das medicações anestésicas e outras e das de emergência caso haja necessidade.

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No acesso aplica-se a medicação que vai induzir a anestesia geral, sendo a mais comumente utilizada atualmente o propofol. Com o animal inconsciente, é passado a sonda endotraqueal, através do qual ele vai respirar durante todo o procedimento. No caso de anestesia inalatória, o anestésico também será administrado através da sonda durante todo o procedimento. Seu animal será monitorado pelo anestesista, que fica responsável por checar os parâmetros vitais, a profundidade da anestesia, quaisquer alterações cardiovasculares e pulmonares que possam vir a ocorrer e garantir que o procedimento seja indolor.

Após o término é importante o acompanhamento do animal pelo anestesista até extubação e retomada da consciência, evitando que qualquer problema ocorra e intervindo caso haja necessidade.

Nos próximos posts falaremos mais sobre os riscos anestésicos, medicações utilizadas e outras informações sobre anestesiologia veterinária.

 

*Consultas em São José dos Campos/SP e São Paulo capital

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**Literatura utilizada:

GRIMM, Kurt A. et al. (Org.). Lumb & Jones: Anestesiologia e Analgesia em Veterinária. 5. ed. Rio de Janeiro: ROCA, 2017. 3062 p.

 

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Novembro AZUL

Novembro Azul é uma campanha de conscientização a respeito de doenças masculinas, com ênfase na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer de próstata. Dados do  Instituto Nacional de Câncer (INCA) estimam 68.220 novos casos em 2018 no Brasil, constituindo o segundo tipo de câncer mais comum nos homens.

O câncer de próstata costuma não apresentar sintomas no início e em 95% dos casos aparece em estágio avançado. Apesar dos avanços terapêuticos a taxa de óbitos devido à doença ainda chega a cerca de 20% dos pacientes, mas há 90% de chances de cura quando diagnosticado precocemente.

A comunidade médica indica que homens a partir dos 50 anos de idade (ou 45, se houver casos de câncer de próstata na família), devem procurar um urologista anualmente para realizar os exames preventivos. Para mais informações clique aqui.

A melhor medida é a prevenção, visite seu médico e faça o exame preventivo anual.

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Novembro AZUL PET

Infelizmente os nossos animais também podem ser vítimas dos problemas de próstata. As afecções prostáticas mais comuns que acometem os cães são a hiperplasia prostática benigna (aumento da próstata), prostatite (inflamação), cistos e tumores de próstata.

O que é a próstata afinal? A próstata é uma glândula sexual acessória que produz um fluido para transporte e suporte dos espermatozoides. Está localizada na região caudal a bexiga urinária, envolvendo a uretra. É um órgão andrógeno dependente, ou seja, depende do hormônio masculino, a testosterona, e por isso a castração em qualquer idade resulta na redução do seu tamanho.

A hiperplasia prostática benigna (HPB) acomete a maioria dos machos não castrados com mais de seis anos de idade. Mas a chance de desenvolver um tumor maligno é muito pequena, o que não quer dizer que não seja um problema. A HPB pode comprometer a qualidade de vida e o bem-estar do animal com sintomas que variam de  dor e dificuldade na defecação (tenesmo), dificuldade em urinar, infecções recorrentes do trato urinário a febre, indisposição e dor abdominal.

O diagnóstico da hiperplasia prostática benigna e de outras afecções da próstata pode ser realizado na avaliação clínica do animal utilizando o método de palpação abdominal e toque retal. Nesse exame, o médico veterinário consegue sentir a próstata e avaliar seu tamanho, formato, simetria, e consistência para saber se está alterada ou não. A confirmação é feita pelo ultrassom abdominal e se possível citologia, cultura bacteriana, biópsia ou uma combinação desses exames para saber a causa do problema prostático.

O tratamento vai depender do porque a próstata está alterada, mas a castração é indicada para todos os cães com aumento prostático. E pode ser associada ou não ao uso de antibióticos, drenagem de cistos prostáticos entre outros a critério do médico veterinário.

É importante alertar que mais de 90% das doenças prostáticas seriam impedidas se os cães fossem castrados no primeiro ano de vida. Autores acreditam que a castração precoce auxilia na prevenção de prostatopatias e neoplasia prostática em cães, visto que essas afecções ocorrem principalmente em tecidos que respondem de forma descontrolada à influência da testosterona (hormônio masculino).

A prevenção e o diagnóstico precoce podem salvar a vida do seu peludo. Quem ama cuida, quem ama castra! Agende uma consulta com o médico veterinário.

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**Literatura utilizada:

MUSSEL, Ceres et al. Métodos de diagnóstico para detecção de prostatopatias caninas.Cienc. Rural,  Santa Maria ,  v. 40, n. 12, p. 2616-2622,  Dez.  2010 . Disponível em:  <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-84782010001200029&lng=en&nrm=iso&gt;. Acesso em: 30  Out.  2018

VOORWALD, Fabiana Azevedo; TIOSSO, Caio de Faria; TONIOLLO, Gilson Hélio. Gonadectomia pré-puberal em cães e gatos. Ciência Rural, Santa Maria, v. 43, n. 6, p. 1082-1091, June 2013. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-84782013000600022&lng=en&nrm=iso&gt;. Acesso em: 30  Out.  2018.

 

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Cuidados com o pet no Halloween

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31 de outubro, o famoso dia das bruxas, a tradicional data é uma brincadeira divertida que envolve crianças, adultos e até os nossos animais de estimação. Muitos também são vestidos a caráter pelos tutores e participam da diversão.

Mas alguns cuidados são importante para que essa brincadeira seja segura para o pet. Aqui vão algumas dicas:

• Se o seu amiguinho for esbanjar charme vestido a caráter, certifique-se de que a roupa seja confortável, não o machuque e permita que o animal se movimente sem maiores problemas. Veja se nenhuma peça pode ser facilmente arrancada e engolida, fique sempre de olho nele!

NÃO dê doces ao seu animal. Existem no mercado guloseimas próprias para os pets, essas são liberadas. Mas os nossos doces contém substâncias que podem ser tóxicas para os peludos, como os chocolates.

• Identifique seu animal! Com a distração da festa, o entra e sai de convidados ou até mesmo no passeio pelo bairro, as escapadas ficam mais fáceis.

• Cuidado com maquiagens e joias, seu animalzinho pode pegar a novidade para brincar e acabar engolindo.

• Se o seu animal ficar assustado com a movimentação e barulho, deixe-o num quarto tranquilo com comida, água e um lugar confortável para deitar, ele se sentirá mais seguro.

Bom Halloween!

 

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Vacinação

Assim como nós somos vacinados para diversas doenças ao longo da nossa vida, nossos amigos peludos também são. O que muitas pessoas não sabem ou acabam esquecendo é que, diferente da gente, os animais devem ser vacinados anualmente durante sua vida adulta.

A vacina é a versão inofensiva (enfraquecida ou morta) do agente causador da doença, então quando aplicamos a vacina estamos apresentando ao corpo o agente agressor (patógeno) para que o organismo do animal possa desenvolver um mecanismo de defesa (anticorpos)  contra ele. Dessa forma, quando a doença aparecer, o corpo já sabe como se defender. Importante ressaltar que a vacina atua na prevenção das doenças, mas não na cura, um animal já contaminado deve ser tratado de outra forma.

No início da vida, os animais são protegidos pelos anticorpos maternos, que são transferidos pela placenta antes de nascer e pelo colostro (o primeiro leite) quando nascem, depois precisam desenvolver os próprios. O protocolo vacinal objetiva estimular a formação de anticorpos antes que o animal perca a imunidade passada pela mãe, para isso é essencial a visita ao médico veterinário para ver o que é melhor para o animal em questão, pois fatores como localização e raça por exemplo podem alterar o protocolo.

Vale lembrar que a vacina chamada de vacina ética é aquela aplicada pelo médico veterinário após avaliação minuciosa do paciente, as vacinas éticas normalmente são importadas e tem o respaldo do fabricante idôneo. A vacina não ética, aquela vendida no balcão do PetShop ou loja de produtos agropecuários, onde não há a emissão de comprovante de vacinação, ou seja, o veterinário não se responsabiliza pela falha na imunização/proteção e efeitos colaterais gerados pelo produto não ético. Para saúde e segurança do seu amiguinho de quatro patas, procure um profissional veterinário.

Dia Nacional da Vacinação

Além das vacinas polivalentes e anti-rábica, também existem outras como giárdia, gripe (tosse dos canis) e leishmaniose! Consulte o médico veterinário.

 

*Consultas em São José dos Campos/SP e São Paulo capital

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**Literatura utilizada:

BRANDÃO, L. P.; MENZ, I. Imunoprofilaxia de cães. In: JERICÓ, M. M; ANDRADE NETO, J. P. de; KOGIKA, M. M. Tratado de medicina interna de cães e gatos. 1 ed. Rio de Janeiro: Roca, 2015, cap.28, p.230-245.

 

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